Como nosso Projeto de Aprendizagem é sobre códigos, achei importante divulgar o trabalho realizado por esta ONG aqui no município de Alvorada, que também realiza atividades com xadrez nas duas escolas em que trabalho.
Trabalhando com inclusão: Xadrez para crianças com dificuldade visual
Em Alvorada – RS, peças gigantes de xadrez estão sendo construída pelos alunos da 7º Série da E.E.E.M. Senador Salgado Filho. O projeto faz parte da parceria com o Conselho Municipal do Meio Ambiente – Secretaria Municipal de Defesa do Meio Ambiente. Os recursos são oriundos de multas ambientais em empresas que desrespeitam o meio ambiente e são aplicados em projetos de Educação Ambiental em Escolas Estaduais e entidades de Alvorada. As Oficinas de Xadrez da Embrião atende as crianças do ensino fundamental e uma turma de alunos com Deficientes Visuais do Projeto VEMOS COM AS MÃOS, coordenado pela Professora Fátima. Esta turma utiliza tabuleiro de xadrez especial: As casas brancas são rebaixadas e as peças pretas são ásperas e as brancas lisas e as letras que definem as colunas e os números que definem as linhas são em braille. As oficinas são gratuitas, para participar as crianças levam pilhas usadas e ganham pecinhas de xadrez feitas em gesso. Aprendem que a natureza é tão frágil quanto o gesso. LINKS:

Fonte: Projeto Vemos com as Mãos – Coordenadora Professora Fátima Papietagem e oficina de Xadrez: Janete Soares dos Santos – Presidente Embrião

Hoje comecei a editar a atividade sobre o PPP e o Regimento, tenho escrito e pensado sobre o assunto há vários dias, até porque neste ano estamos fazendo uma análise sobre ele para resolvermos se iremos mudá-lo ou não. No decorrer do período de observação da comunidade escolar(escola/ clientela), pode-se destacar, as seguintes questões, que nesse momento são de importante relevância para essa análise inicial do PPP:

  • Trata-se de uma comunidade carente situada na periferia da cidade;
  • Os alunos (uma parcela significativa), apresentam como característica marcante traços de agressividade, provavelmente resultante das carências afetivas (no núcleo familiar) geradas pelas carências sociais (pobreza);
  • O corpo docente é (e talvez não pudesse ser diferente) bastante heterogêneo. Descontente com a atual situação da escola nos dias atuais, bem como com suas limitações enquanto agentes sociais "nós não podemos nada, eles podem tudo", e, ao mesmo tempo, resistente à mudança;
  • A equipe Diretiva, mesmo empenhada na realização do bom funcionamento da escola, enfrenta dificuldades para articular o grupo.

Assim sendo o eixo reflexivo dessa análise passa a ser o trabalho desenvolvido pela escola, enquanto espaço de realização de mudanças sociais- Explicitado no PPP. Ainda que saibamos que essas mudanças aconteçam a longo prazo, muitas vezes o professor, pressionado pelas diferentes instâncias que constituem o todo social, moldadas por valores, muitas vezes arcaicos, sob os quais os próprios professores foram educados, sentem-se desorientados e acabam entrando em conflito interno; e, dessa forma, angustiados pelo fazer, sem saber como, põem em jogo seus conhecimentos, conceitos, idéias e atitudes. "Eu faço de tudo e parece que nada interessa para essas crianças", "Não sei mais como agir". Assim a escola que deveria ser um núcleo de formação, por estar eivada de saberes científicos, saberes esses que deveriam estar a diposição de todos para o crescimento de todos, passa a ser palco de infinitas queixas e disputas, e o que deveria ser coletivo, passa a ser individual. Cada um quer saber de si, do seu bem-estar, da sua salvação; e nesse contexto, a estrutura, o funcionamento e a finalidade da educação, permanecem comprometidos.

E o Projeto Político Pedagógico? Nesse caso, o PPP, que deveria ser a ferramenta da mudança, o marco referencial da instituição, limita-se apenas a ser a bengala das queixas - Se nós não podemos nada, vamos mudar o Projeto, a escola tem autonomia para isso". Aqui se reforça a dicotomia individual x coletivo. O PPP só vale para remendar os furos da educação. Mudar , de verdade, exige abnegação, desprendimento, reflexão contínua, renuncia, ceder, admitir os equívocos, compartilhar ... E "isso" dá muito trabalho. "Isso", não sabemos se queremos.

Uma escola sustentável

Achei muito interessante a matéria da revista Pátio, publicação de maio à julho deste ano, que trata sobre "Educação para o desenvolvimento sustentável". Tem tudo a ver com a realidade de nossas escolas.
Tem uma parte que fala sobre " Os 10 mandamentos de uma escola sustentável". Dentre os 10, ressalto estes:
  1. COERÊNCIA : é preciso lutar contra o fosso entre a teoria do que se faz em sala de aula e o que se realiza no cotidiano da instituição.
  2. PACIÊNCIA : nada se faz do dia para a noite, nesta área. Mudar procedimentos arraigados leva tempo. É um processo constante e crescente, com idas e vindas.
  3. CULTURA : sustentabilidade não se constrói com ações pontuais, mas com a transformação da cultura interna, o que inclui mobilizar diretores, coordenadores, professoares, funcionários, administrativos, alunos e pais.

Aconselho para quem puder, que dê uma lida nesta edição, pois acredito que venha bem de encontro com o que estamos buscando.

Revista Pátio

Desfile municipal de Alvorada

Apesar do frio do último domingo, 14, o sol aqueceu os que estiveram na avenida Presidente Vargas prestigiando o já tradicional Desfile da Comunidade, realizado em comemoração ao aniversário do município, comemorado no dia 17 de setembro, que neste ano completou seus 43 anos de emancipação. O tema para o desfile deste ano foi "SOLIDARIEDADE". Como a intensão era envolver os alunos para que estes participassem do desfile resolvi montar uma faixa enorme com um acróstico utilizando como palavra chave o tema do desfile. Foi muito legal a participação deles nesta produção.
  • Inicialmente conversamos sobre o tema e cada um expos o que pensava sobre a palavra;
  • Depois lemos uma poesia sobre o mesmo assunto;
  • A atividade seguinte foi que cada um deveria montar um acróstico no caderno sobre este tema, assim que todos concluíram escrevi a palavra tema no quadro e cada um foi expondo suas idéias para o grande grupo, para que todos escolhessem as palavras que iriam montar o nosso acróstico gigante na avenida;

Esta discussão foi muito interessante pois cada um pode falar um pouco sobre suas idéias e seus valores. Depois da escolha das palavras partimos então para confecção do painel gigante. Recortamos as letras e colamos em mais de 6 metros de TNT. Ficou lindo e o mais importante foi poder ver a presença de grande parte da turma na avenida sentindo orgulho do trabalho realizado.

Em breve vou colocar a foto do desflile e do painel gigante.