Colegas hoje vim aqui só para exibir minha boneca. Vejam que coisa mais lindinha!!!!

Indignação

Colegas, hoje fiquei perplexa ao assistir o Jornal do Almoço, como faço regularmente, e ver a reportagem sobre um caso de discriminação racial sofrida por uma família na zona norte de Porto Alegre, que ao amanhecer se depararam com as paredes dos corredores do prédio ondem moram, pixadas com insultos em frases cheias de preconceitos e xingamentos descabidos. É inaceitável que coisas deste tipo ainda aconteçam em pleno século XXI. Uma das bases fundamentais dos direitos humanos é o princípio que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. A discriminação racial e étnica continua a ser um dos maiores problemas dos direitos humanos no mundo atual, apesar de tão discutida e rebatida. Como estamos lendo nas interdisciplinas de Educação Especial e Questões étnicas e racial, cabe a nós professores, e acima de tudo educadores, trabalharmos arduamente para mudar esta realidade. Não podemos fazer como nossos amigos primatas acima. Ficarmos calados, sem ouvir ou enxergar o que acontece a nossa volta. Cabe a nós a mudança.

Escritores da Liberdade

Para iniciar a atividade solicitada do mosaico achei que seria necessário o planejamento de uma aula onde a montagem deste seria o fechamento da aula. Então iniciamos assistindo o filme “Escritores da liberdade”. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens de uma escola, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam sendo formandos, que a professora conquista um a um. Depois de assistir o filme voltamos para sala para discutirmos sobre o que a turma compreendeu da história e que mensagem cada um conseguiu extrair do filme. Qual foi minha surpresa que o debate acabou por ser muito rico de ideias. A conversa tornou-se bem longa, já que cada um queria expressar sua opinião sobre o que havia visto e acabavam por relacionar os acontecimentos do filme com suas vidas reais. O filme trata basicamente sobre conflitos raciais e sociais, nada muito diferente do que vivemos hoje em nosso país, por isso ficou fácil para que os alunos fizessem a correlação da história com a vida real. Assim falamos sobre a desigualdade social e racial, sobre a descriminação racial sofrida principalmente pelos negros e índios, a inclusão dos índios surgiu de forma natural até por ter seu dia comemorado na mesma semana, assim relembrando fatos ocorridos há pouco tempo, onde pessoas destas raças sofreram agressões físicas de “marginais”. Depois cada um escreveu uma redação relatando sua opinião sobre o filme fazendo referência a suas próprias vidas. No meio da discussão surgiu o assunto da “cor da pele” onde alguns alunos que também estiveram comigo no ano anterior relembraram que eu havia dito em certo momento de uma aula que não existia lápis cor de pele, isto virou um grande debate, pois a maioria não entendia o motivo, já que em seus estojos eles tinham o tal lápis de cor na cor pele. Iniciei solicitando que eles colocassem seus braços em paralelo com os do colega ao lado e me relatassem que cor estavam vendo. Todos falaram suas impressões sempre variando em tons de marrom, claro ou escuro. Após isto solicitei que pegassem o tal lápis cor de pele e encostassem junto aos seus corpos e que me dissessem quem tinha a pele daquela cor. Claro que o espanto foi geral já que ninguém tinha aquele tom de pele. A discussão se estendeu bastante. Acredito que rendeu bons frutos, pois ao menos hoje nenhum aluno mais se refere ao tal lápis cor de pele. Vou ler as produções dos alunos e posteriormente volto para postar algum.
É um filme maravilhoso para trabalhar o tema da desigualdade social e racial, estes que estamos discutindo agora nesta interdisciplina. Só aconselho a verem com alunos do 5º ano em diante, por mostrar cenas de violência, mas nada muito pesado, não se preocupem. E também por ser bastante extenso, são duas horas de filme. Já havia indicado este filme à algumas colegas, mas sempre vale a lembrança. Abaixo coloquei o resumo do filme pra quem se interessar.
Dados sobre o filme: Escritores da Liberdade (Freedom Writers, 2007)

Gênero: Drama
Duração: 123 min
Origem: Alemanha - EUA Estréia - EUA: 05 de Janeiro de 2007

Sinopse: O projeto é baseado no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No livro, Gruwell e seus alunos que eram consideráveis impossíveis de alguém ensiná-los algo, saem uma odisséia que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância, a incompreensão, e as forças negativas em suas vidas. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que ela conquista um a um. Começando pelo estudo do livro "O Diário de Anne Frank" e o Holocausto, os "Freedom Writers" saem em busca de heróis pelo mundo. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.

Simples atitudes

Encontrei esta matéria em uma edição antiga da revista Nova Escola e achei interessante publicar aqui.Muitas de nós professoras não sabemos como lidar com alunos portadores de necessidades educacionais especiais e estas são pequenas dicas que podem servir como base num primeiro encontro, ao menos para que nos auxilie em atitudes básicas no tratamento com eles. Infelizmente percebe-se que muitos itens fogem do nosso alcance, pois precisamos do governo para que possamos colocá-los em prática, mas alguns são básicos e dependem somente da nossa vontade. Ajudá-los a fazer valer os seus e os nossos direitos , sabemos que nem sempre é fácil, mas atitudes simples como querer ajudar é.

Cuidados diferentes para cada deficiência

Na educação inclusiva não se espera que a pessoa com deficiência se adapte à escola, mas que esta se transforme de forma a possibilitar a inserção daquela. Para isso, algumas orientações são úteis. As que estão a seguir mesclam informações do kit Escola Viva, criado pelo MEC em conjunto com a associação Sorri Brasil, com indicações elaboradas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Vale lembrar que os serviços de apoio não substituem o professor da escola regular.

  • Auditiva

Sempre fale de frente

A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação. Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiólogos disponíveis.

Sugestões:

  1. Consiga junto ao médico do estudante informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo que ele usa.
  2. Garanta que ele possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios. Ou seja, nunca fale de costas para a classe.
  3. Solicite que o estudante repita suas instruções para se certificar de que a proposta foi compreendida.
  4. Use representações gráficas para introduzir conceitos novos.
  5. Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente.

  • Visual

Material específico

A escola deve solicitar à mantenedora o material didático necessário — regletes (régua para escrever em braille) e soroban —, além da presença de um profissional para ensinar a criança cega, os colegas e os professores a ler e escrever em braille. O deficiente deve contar com tratamento oftalmológico e receber, na rede ou em instituições especializadas, instruções sobre mobilidade e locomoção nas ruas. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, como sintetizadores de voz que possibilitam ao cego escrever e ler via computador. Em termos de acessibilidade, o ideal é colocar cercados no chão, abaixo dos extintores de incêndio, e instalar corrimão nas escadas.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e à família quais são as possibilidades e necessidades dele.
  2. A melhor maneira de guiar o cego é oferecer-lhe o braço flexionado, de forma que ele possa segurá-lo pelo cotovelo.
  3. Descreva os ambientes com detalhes e não mude os móveis de lugar com freqüência. Os recursos didáticos aconselhados são: lupa, livro falado e materiais desportivos como bola de guizo.
  4. Busque na turma colegas dispostos a ajudá-lo.
  5. Substitua explicações com gestos por atividades em que o deficiente se movimente. Por exemplo: forme uma roda com a criançada para explicar o movimento de translação da Terra.

  • Física

Adaptar os espaços

Toda escola precisa eliminar as barreiras arquitetônicas, mesmo que não tenha jovens com deficiências matriculados. As adaptações do edifício incluem: rampas de acesso, instalação de barras de apoio e alargamento das portas. No caso de haver deficientes físicos nas classes, a modelagem do mobiliário deve levar em conta as características deles. Entre os materiais de apoio pedagógico necessários estão pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, suporte para lápis, computadores que funcionam por contato na tela e outros recursos tecnológicos.

Sugestões:

  1. Pergunte ao aluno e à família que tipo de ajuda ele precisa, se toma medicamentos, se tem horário específico para ir ao banheiro, se tem crises e que procedimento adotar se isso ocorrer.
  2. Aqueles que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição para evitar cansaço e desconforto.
  3. Informe-se sobre a postura adequada do aluno, tanto em pé quanto sentado, e garanta que ele não fuja dela.
  4. Se necessário, fixe as folhas de papel na carteira usando fita adesiva. Os lápis podem ser engrossados com esparadrapo para auxiliá-lo na escrita, caso ele tenha pouca força muscular.
  5. Ouça com paciência quem tem comprometimento da fala e não termine as frases por ele.

  • Mental

Tarefas individuais

Geralmente os deficientes mentais têm dificuldade para operar as idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamento individual e contínuo, tanto da família como do corpo médico. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamente. Há que levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. Informe-se sobre as especificidades e os instrumentos adequados para fazer com que o jovem encontre na escola um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de proporcionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo quanto do social.

Sugestões:

  1. Posicione o aluno nas primeiras carteiras, de forma que você possa estar sempre atento a ele.
  2. Estimule o desenvolvimento de habilidades interpessoais e ensine-o a pedir instruções e solicitar ajuda.
  3. Trate-o de acordo com a faixa etária.
  4. Só adapte os conteúdos curriculares depois de cuidadosa avaliação de uma equipe de apoio multiprofissional.
  5. Avalie a criança pelo progresso individual e com base em seus talentos e suas habilidades naturais, sem compará-la com a turma.
*Esta reportagem foi extraída da Revista Nova Escola edição 163/2003.

Ainda não iniciei meu trabalho neste ano letivo, no turno da tarde, nem conheço a turma com que vou trabalhar, pois ainda estou de férias, mais fui informada no começo deste mês, a ir me preparando, pois terei uma aluna cadeirante. Não sei ainda o motivo desta deficiência nem suas limitações, já que só me informaram a sua dificuldade de locomoção.Já conheço a menina, pois esta frequenta nossa escola desde a primeira série e agora já está na 3ª série (4º ano do ensino fundamental). Mesmo assim só à via de longe e confesso não ter, anteriormente, me interessado pela sua situação. Sei que terei dificuldades para realizar o trabalho com ela, já que me falta experiência, mas não conhecimento já que estou encantada com asa novas desc obertas que estamos tendo na interdiciplina de Educação para portadores de necessidades educacionais especiais. Começo a trabalhar com esta turma no mês de maio e depois disso volto aqui para dar meu relato da primeira impressão.

Alunos portadores de necessidades educacionais especiais

A questão referente aos alunos portadores de necessidades educacionais especiais sempre me afligiu muito. Onde trabalho temos diversos alunos cadeirantes, mesmo assim nunca tive um aluno destes em minha sala de aula, assim como nenhum tipo de aluno portador de necessidades educacionais especiais. Não tenho também nenhum caso mais próximo, como amigos ou família. Mesmo assim sempre tive muitas dúvidas e sempre procurei buscar respostas que me fizessem entender como ocorre este tal processo de inclusão. Na escola em que trabalho os alunos cadeirantes, em minha opinião de mera expectadora, não enfrentam dificuldade de deslocamento, já que os acessos às dependências da escola foram adaptados e eles receberam do governo municipal classes especiais. Minha preocupação vai um pouco além do fator deslocamento. Preocupo-me com a questão da aprendizagem de alguns. O que ouço são relatos de professores por falta de conhecimento ou por pena, como eles mesmos se referem a estes alunos, avançam para série seguinte sem que aja critério algum. É isso que devemos fazer? Isto ajuda a criança ou atrapalha?Até que ponto esta inclusão é realmente válida? O que tenho no momento são teorias e suposições criadas por mim, o que na maioria das vezes é bem diferente da realidade. Bom, por enquanto são dúvidas, e muitas.