"Relatos de Experiências"

No blog "Relatos de Experiências" selecionei o relato da professora Gládis sobre um trabalho que realizou juntamente com a professora Marli, ambas de Joinvile/SC com a professora Emília de Portugal, com o título "Os nossos Natais", onde alunos dos dois países realizaram um intercâmbio contando uns aos outros como seriam seus Natais.
Na postagem não haviam argumentos do relator acerca da relevância da experiência e dos resultados desta atividade.
A intensão das profesoras com a realização deste intercâmbio não ficou clara devido a falta de argumentos, por parte das professoras envolvidas no projeto, o que dificultou a compreensão do leitor sobre como a atividade foi desenvolvida e quais eram as intensões das professoras em propor esta atividade, assim como as ações dos alunos frente ao processo.
Como professora imagino que a intensão seria a de fazer uma troca de experiências entre as crianças dos dois países, aproximando-as. Mostrando aos alunos que esta é uma data única e que apesar de estarem tão distantes, vivendo este momento cada um ao seu modo, o espírito de Natal é o mesmo.

Escritores da liberdade

Colegas assisti este filme hoje na escola em que trabalho no horário da reunião pedagógica. Confesso que no início não estava interessada na proposta, mas mudei de idéia rapidinho. O filme e maravilhoso.

Como estamos trabalhando nesta e na próxima semana com a descriminação racial, em função do dia 20 de novembro, o filme vem bem de encontro com o que pensamos e queremos mostrar, que vivemos em um mundo cheio de preconceito mas que na verdade somos todos iguais.

O filme é baseado em uma história real que foi relatada no livro The Freedom Writer´s Diaries (O Diário dos Escritores da Liberdade) escrito pela professora Erin Gruwell e por seus alunos.

Dados sobre o filme: Escritores da Liberdade (Freedom Writers, 2007)

Gênero: Drama
Duração: 123 min
Origem: Alemanha - EUA
Estréia - EUA: 05 de Janeiro de 2007

Sinopse: O projeto é baseado no livro "The Freedom Writer's Diaries: How a Teacher and 150 Teens Used Writing to Change Themselves and the World Around Them" (algo como "O Diário dos Escritores da Liberdade: Como uma Professora e 150 Adolescentes Usaram a Escrita para Mudá-los e o Mundo ao seu Redor") escrito pela professora do ensino médio Erin Gruwell e seus alunos. No livro, Gruwell e seus alunos que eram consideráveis impossíveis de alguém ensiná-los algo, saem uma odisséia que mudará suas vidas, abrirá seus olhos para o mundo e os fará crescer em espírito, contra a ignorância, a incompreensão, e as forças negativas em suas vidas. O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que ela conquista um a um. Começando pelo estudo do livro "O Diário de Anne Frank" e o Holocausto, os "Freedom Writers" saem em busca de heróis pelo mundo. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.

Praticamente uma atriz global!

Fazem três anos que realizamos, na escola em que trabalho à tarde, no mês de novembro o "Encontro com a leitura". Neste dia são realizadas diversas atividades culturais como dança, teatro e declamação de poesias feitas pelos alunos ou não, além de exposição de trabalhos relacionados a literatura realizados ao longo do ano letivo. Todo ano um grupo de professores apresenta um teatro para os alunos. No primeiro ano não participei do teatro, no segundo fui a narradora da história e neste ano tive a coragem de colocar a cara na frente da platéia, um desafio. Nunca quis participar deste tipo de atividade por vergonha dos alunos e dificuldade em me expor para toda a escola fantasiada . Mas este ano resolvi me superar. Algumas colegas que já não trabalham mais na escola ficaram sabendo do teatro, que eu faria parte e ficaram surpresas com o fato. Até foram conferir na escola, pois não acreditavam que eu participaria. Pode parecer bobagem, mas eu tinha muita dificuldade nisso.
Acho que o fato de estar estudando influenciou muita nesta minha mudança. Acredito que as aulas presenciais que realizamos neste semestre foram fundamentais para esta mudança. As atividades de expressão corporal realizadas nas aulas de teatro com o professor Gilberto, a aula e os textos de Ludicidade que falam tanto sobre a importância do brincar com nossos alunos, assim como os textos de literatura foram de grande ajuda. Dá pra acreditar que eu fui apresentar este teatro até em outra escola aqui do município de Alvorada na "Noite do pijama" da escola Idalina de Freitas.
Hoje parece que me sinto mais leve. Pude perceber que posso brincar com meu aluno e realizar aulas mais divertidas e prazerosas que mesmo assim eles estarão aprendendo e que não é necessário que o professor fique sempre com aquela cara emburrada para impor sua autoridade e ser respeitado, existem outras formas para chegarmos onde queremos e atingirmos nossos objetivos.

Ensaíamos a peça uma semana e encenamos um trecho do livro "Feiurinha".

Meu personagem era a Rapunzel, dá pra notar pelas tranças.

Que vergonha!

Na semana passada realizei as atividades de teatro, que desenvolvemos na aula presencial, com meus alunos. Devo admitir que tive bastante dificuldade em realizar todas estas atividades com meus alunos sendo que nem eu, nem eles estavam habituados a este tipo de aula. Tenho muita dificuldade em realizar este tipo de atividade, confesso que alguns alunos ficaram surpresos com as propostas, quase não acreditavam no que estavam vendo.
Que vergonha!
Um aluno, no dia seguinte após o início de algumas atividades relatou-me que ao chegar em casa e contar como havia sido a aula para a mãe a mesma não acreditou no que ele dizia. Questionei-o o porque de tal desconfiança, e ele me disse que a mãe não havia acreditado porque eu nunca havia feito isso antes então porque estaria mudando agora. Senti como se estivesse levando um tapa na cara, como dizem no popular.
Por que atividades tão simples e tão prazerosas e não menos importantes como os habituais cálculos, leituras, gramáticas ou ortografias, não mereçam ter a mesma atenção, já que são igualmente importantes para o aprendizado.
Senti muita vergonha, não durante as atividades, pois a aula estava tão gostosa que os alunos não estavam nem aí com as poses, caretas, mimícas e brincadeiras que eu estava fazendo, mas sim com o espanto daquela mãe em saber que eu estaria realizando aquele tipo de atividade em aula, já que não era o habitual. Gostei muito da mudança e pretendo voltar a realizar este tipo de atividade com meus alunos, até que elas não causem tanta admiração.