Continuando o projeto

Conversando com os alunos sobre o projeto dos cavalos, resolvemos então escrever sobre o que eles sabem e o que eles não sabem sobre o assunto. Saiu de tudo um pouco. Vejam:
O QUE SABEMOS:
  • Quando o cavalo come madeira está dor de barriga.
  • O cavalo come milho, capim, cenoura, alface, tomate, repolho, aipim, aufafa, ração e maçã.
  • Existem diversas raças de cavalo.
  • O cavalo sua quando corre muito rápido.
  • O cavalo mora na cocheira.
  • Existem cavalos nas cores preto, branco e marrom.
  • A idade do cavalo se vê pelos dentes.
  • O cavalo toma vacina anti-tetânica, quando pisa no prego.
  • O cavalo tem 4 patas.
  • Puxa carroça.
  • O cavalo tem medo das pessoas machucar ele, por isso morde.
  • Para galopar tem que por corda, senão ele corre.
  • Eles enxergam de longe.
  • O cavalo dorme em pé.
  • O cavalo usa ferradura com prego, é bravo.
  • A égua dá cria.
  • Quando ta com os cascos inchados é porque ta trocando de casco.
  • Quando a égua está prenha não pode fazer força, senão perde a cria.
QUEREMOS SABER:
  • De onde vem o cavalo­?
  • Por que o cavalo dá patada?
  • Comidas do cavalo?
  • Pode comer milho molhado?
  • Como se vê a idade do cavalo?
  • Por que o cavalo dorme em pé?
  • Qual injeção o cavalo deve tomar ?
  • É verdade que cavalo tem medo de boi?
  • Como dar banho no cavalo?
  • Como montar no cavalo?
  • Qual a raça que tem pintas marrons?
  • Quanto tempo vive um cavalo?
  • Como se sabe se o cavalo é macho ou fêmea?
  • Mais ou menos quanto tempo dorme um cavalo em 24 horas?
  • Quantos dentes têm um cavalo?
  • Quantos quilos pesa um cavalo adulto?
  • Quantas raças de cavalo existem no Brasil?
  • O cavalo é normalmente calmo?
  • Quantos ossos têm um cavalo?

Agora precisamos selecionar o que vamos pesquisar para elaborarmos a questão norteadora, para depois construirmos as dúvidas e as certezas. Será que é isso?

Novo projeto

Trabalho em uma escola localizada na periferia do município de Alvorada. Seus moradores, em sua grande maioria, buscam seu sustento através da coleta e venda de materiais reciclados. Coleta esta realizada com o auxilio de carroças e, consequentemente cavalos. E é justamente neste ponto, cavalos, que queria chegar. Tenho uma turma muito agitada, formada basicamente por meninos. Estes por sua vez, filhos destes catadores. Neste sentido todos tem uma forte relação e conhecimento sobre cavalos. Então este também passou a ser o principal assunto na sala de aula: o cavalo mais bonito, o que corre mais, o maior, o mais veloz, o mais manso, etc. É cavalo das oito ao meio dia. Foi então, que com base em tudo que já estudamos até aqui, caráter investigativo, bagagem cultural, projetos de aprendizagem, planejamento,..., que decidi já há algumas semanas, montar um projeto de aprendizagem com os alunos sobre os tais cavalos. A recepção não poderia ter sido melhor. Eles ficaram entusiasmadíssimos com a idéia e não param de pensar e falar nisso. Conversei sobre a idéia com a colega Ana Lúcia, que trabalha no Ambiente Informatizado na mesma escola, ela gostou da idéia e resolveu entrar no projeto, então desenvolveremos juntas. Estamos indo devagar, pois ainda não sabemos bem como fazer, pois são muitas idéias dos alunos e precisamos dar a direção do trabalho. Como não sabemos nada sobre o assunto, ainda estamos pesquisando e coletando materiais, mas o pontapé inicial já foi dado. Os alunos escreveram tudo que já sabiam e tudo que gostariam de saber sobre os cavalos. Hoje vou mandar um email para professora Bea para perguntar como podemos elaborar a questão norteadora no meio de tantas perguntas.

Minha princesa!!!!

Gente, olhem a minha princesa como tá linda!!!!

Dúvidas!!!!!

Já há algum tempo que venho refletindo sobre minha prática docente, sobre minha vida enquanto professora, enquanto educadora e principalmente enquanto sonhadora. Digo sonhadora, por viver sonhando com uma vida melhor, não só pra mim, mas para meus alunos. E por muitas vezes tenho me questionado sobre meu papel frente a esta mudança. Não sei se já estou cansada, afinal estamos no meio do ano letivo. Ou se estou desacreditando neste futuro melhor. Preciso acreditar que seja a primeira, o cansaço. Afinal é meu primeiro ano como esposa, professora, estudante e MÃE. Esta quádrupla jornada é cansativa!
Por muitas vezes me peguei olhando para minha turma analisando as atitudes de cada um. Uns parecem não saber o porque de estarem ali, ou até sabem, são obrigados pelas mães a irem para escola para não perder o auxílio do bolsa-escola. Digo ir até a escola, pois não vão à aula, vão à escola. Como meros expectadores. Alguns chegam ao absurdo de dormir na sala. Algumas vezes deixei passar, como se não tivesse visto, pois assim poderia dar minha aula mais sossegada, pois não teria estes para atrapalhar os que vieram à aula. No entanto, acontecimentos como os da semana passada, me fazem mais uma vez, tentar acreditar na minha função. Na minha responsabilidade enquanto educadora-sonhadora. Como relatei anteriormente, fiquei uns dias afastada do trabalho devido ao acidente do meu marido. Quando voltei, encontrei a minha sala de aula, toda enfeitada com trabalhos dos meus alunos. Foi então que uma colega me relatou que a turma havia lhe pedido que decorassem a sala para me receber, pois eu estaria muito triste pelos acontecimentos.
Estes são alguns dos trabalhos:

Todos os trabalhos me tocaram de alguma maneira, até porque cada um fez questão de mostrar e explicar o seu trabalho pra mim. No entanto este ao lado, da borboleta, se destacou dentre os outros, porque foi feito exatamente por um destes alunos que somente frequentam a escola.

Ou seja, nem tudo está tão perdido assim!

Como já escrevi na postagem anterior, gostei bastante da aula presencial desta semana. Os professores são contagiantes!!! Estou ansiosa pelas leituras e atividades, principalmente da Interdisciplina que estudaremos sobre a Educação de Jovens e Adultos. Confesso que não tenho uma boa imagem da EJA. Digo isto, devido a relatos de colegas que trabalham nesta área. O que ouço de professores é o EJA é uma maravilha, não pela clientela, mas pela facilidade de trabalho. Não que o trabalho flua naturalmente, ou que os alunos produzam mais que as crianças e os adolescentes. E sim porque tem folga semanal, todos são adultos e se "viram" sozinhos. Outro fator que acho preocupante é que aqui em Alvorada, ao meu ver, a EJA se tornou uma forma que os professores do dia encontraram para se livrar dos alunos "problemas". Os que "perturbam" durante o dia, e já possuem idade necessária, são convencidos a ir para noite, para o EJA, com o argumento de ser mais fácil, pois assim o aluno concluirá seus estudos com mais rapidez. Sem que aja preocupação com a aprendizagem deste aluno e sim com o intuito de se livrar dele o mais rápido possível.

Unindo o útil ao desagradável

Inicialmente gostaria de registrar minha satisfação com a aula presencial de ontem.
QUE PROFESSORES FANTÁSTICOS E CONTAGIANTES!!!!!
Porém falo mais disso em outra postagem. Uma coisa de cada vez.
Bom, contei na postagem anterior o ocorrido com meu marido nesta semana. Em razão do acidente, somente hoje pude ir ao trabalho, onde meus alunos esperavam ansiosos por notícias. Foi então que ao iniciar a aula, que eu já havia planejado sobre a semana Pátria, de acordo com o planejamento da escola, que me deparei com diversos relatos e dúvidas dos meus alunos relacionadas ao trânsito. Foi aí que lembrei da fala da professora Luciane na aula de ontem, sobre certa vez que mudou sua aula pois um aluno havia chego atrasado na aula, devido a um alagamento em sua casa. Incrível coincidência. Então foi o que fiz: mudei minha aula no mesmo instante.
Assim, conversamos toda aula sobre suas experiências e seus questionamentos.
Expliquei tudo que pude sobre o assunto, afinal não havia me preparado para esta aula. Ela surgiu do desagrádavel, como escrevi no título desta postagem. Combinamos de pesquisar mais sobre o assunto, até por que agora temos Ambiente Informatizado na escola, o que facilita as coisas. Se não me engano neste mês acorrerá a semana de educação do trânsito, já previsto no nosso calendário e planejamento. Então começaremos a coletar material desde agora. Assim nos organizaremos melhor para esta semana.
Isto é que eu chamo de um planejamento flexível!!!

USE O CINTO DE SEGURANÇA!!!!!

Colegas, não poderia deixar de dar meu relato sobre uma experiência que vivi nesta semana. Na segunda-feira meu marido precisou viajar a trabalho para Caxias. Quando estava quase chegando, por perto de Farroupilha, um caminhão em alta velocidade que descia a serra, carregado de milho, não venceu a curva, tombou a sua frente, atingiu violentamente com o carro, ocasionando um capotamento. Abaixo coloco algumas fotos de como ficou nosso carro:

Olhando estas fotos, possívelmente vocês devem imaginar que posso estar viúva ou com o marido em estado grave em uma cama de hospital. Graças a Deus que não! Ainda está muito machucado, com ferimentos por todo o corpo, mas graças a Deus que nada muito grave. Ao menos não corre risco de morte. No entanto ainda requer cuidados por mais alguns dias.
O motivo de tal milagre? O principal, sem dúvida, DEUS. Mas em segundo lugar, um item básico: o CINTO DE SEGURANÇA.
Neste sentido resolvi fazer algumas pesquisas sobre este assunto:
O BRASIL, É CAMPEÃO EM ACIDENTES DE TRÂNSITO - O que dizer de um trânsito que mata 35 mil pessoas todos os anos (estes números podem ser o dobro). 70 mil pessoas ficam paraplégicas ou tetraplégicas e 210 mil com seqüelas. O Brasil gasta 28 bilhões por ano com acidentes de trânsito. Morrem em média 100 pessoas por dia, 1 (uma) a cada 15 minutos em nosso país. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, das 35 mil que morrem anualmente, aproximadamente 8 MIL SE SALVARIAM SE ESTIVESSEM USANDO O CINTO DE SEGURANÇA.
Sem o cinto você é jogado violentamente para frente - segundo a ABETRAN, em uma colisão a 60 km/h, o peso é multiplicado por 50. Uma criança de 20 kg atinge 1.000 kg e um homem de 70 kg atinge 3.500 kg. Conclui-se então que o cinto de segurança é o acessório mais importante de um veículo quando se trata de salvar vidas e que a falta de conscientização dos motoristas e passageiros, somados a dificuldade que os agentes públicos tem em fiscalizar o seu uso é a grande questão, pois é impossível parar todos os veículos nas rodovias e cidades, para verificar quem está utilizando o cinto ou não. Justifica-se então o SISTECC como forma ostensiva para fiscalizar e salvar.
ENTÃO NÃO ESQUEÇA:
USE O CINTO E FIQUE VIVO!!!!